Bolsa de Suínos
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[Ourofino - Empresa +Parceira] Ocorrência e controle da meningite estreptocócica na suinocultura




Andrea Panzardi*
Especialista técnica em Biológicos - Suínos
 
 
A meningite estreptocócica foi diagnosticada no Brasil em 1980 e atualmente atinge de forma enzoótica a maioria das granjas tecnificadas. É causada pelo Streptococcus suis, que apresenta 35 sorotipos, sendo o sorotipo 2, o mais prevalente no país, desencadeando, além da meningite, até septicemia e artrite (ABCS, 2016).
 
 
De acordo com Brum et at. (2013), de 564 casos com diagnósticos conclusivos por meio de necropsia pelo Laboratório de Patologia Veterinária (LPV) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), de 1964 a 2011, as doenças bacterianas foram responsáveis por mais da metade das causas de morte ou razão para eutanásia dos suínos estudados. A meningite estreptocócica encontrou-se dentre as 4 doenças mais prevalentes deste grupo, correspondendo a 11,5% dos casos.
 
 
A introdução do agente em granjas pode acontecer por meio de animais portadores assintomáticos, entretanto na maioria das vezes a introdução se dá pela aquisição de reprodutores. O Streptococcus suis afeta raramente os seres humanos que trabalham com suínos, tanto na produção como no abate de suínos infectados (ABCS, 2016).
 
 
A via de infecção mais comum é a respiratória e, por essa via, o S. suis atinge as tonsilas, que servem de porta de entrada para a bactéria. A doença é mais prevalente em leitões de 5 a 10 semanas de idade. Em leitões lactentes, observa-se apatia, diarreia de curto período, hipertermia, cerdas arrepiadas, vômito e manifestações de artrite. Depois da desmama, o período de incubação varia de um dia a duas semanas. Pode-se observar: anorexia, apatia, hipertermia, hiperemia de pele, tremores, incoordenação, desequilíbrio, decúbito lateral, pedalagem, opistótono, convulsões, cegueira, surdez, artrites, claudicação, ataxia e paralisia. A morte pode ocorrer após 4 horas do aparecimento de sinais nervosos, porém em casos superagudos pode ocorrer morte súbita. O diagnóstico pode ser estabelecido por meio do histórico, sinais clínicos, lesões presentes em suínos necropsiados, exames bacteriológicos de suabes colhidos de meninges e liquido cefalorraquidiano e histopatológico de fragmentos do encéfalo, incluindo as meninges (SOBESTIANSKY; BARCELLOS, 2007).
 
 
O risco da doença pode ser minimizado ventilação adequada, evitando mistura de animais e movimentação excessiva, ou qualquer outro fator que cause estresse. O controle atual tem sido feito quase que exclusivamente com uso de antibioticoterapia e tratamento sintomático, com o fornecimento de água e ração (ABCS, 2016). Para estes quadros, o tratamento sintomático é fundamental para que os animais fiquem nutridos e hidratados, e assim respondendo bem ao tratamento com antimicrobiano.
 
 
As drogas que têm mostrado eficiência alta no tratamento em campo são a fluoquinolonas, como a marbofloxacina. Além disso, as cefalosporinas, como o ceftiofur, amoxicilina, e o florfenicol.
 
 
 
 
A Marbofloxacina é um antimicrobiano recente entre as quinolonas (antimicrobianos bactericidas), sendo da classe das fluoroquinolonas, as quais têm como ação a inibição da proteína DNA girasse das bactérias, impedido a síntese de DNA e RNA. Para a maioria dos microrganismos, as quinolonas apresentam ação concentração-dependente.
 
 
Resolutor é um medicamento indicado para tratamento das doenças infecciosas bacterianas causadas por agentes Gram-positivos e Gram-negativos sensíveis à Marbofloxacina, incluindo o Streptococcus suis, responsável pela meningite estreptocócica, infecção urinária em fêmeas de produção e infecção respiratória.
 
 
Resolutor é indicado para suínos e deve ser administrado pela via intramuscular na dose de 1 mL para cada 25 kg de peso vivo (0,04 mL de Resolutor/kg), correspondente a 8,0 mg de Marbofloxacina/kg de peso corporal, em dose única. Não são esperadas reações adversas com o uso do Resolutor, quando administrado conforme as indicações previstas pela Ourofino.
 

 


16/12/2020

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