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Cuidado com os leitões ao nascimento




    A rotina da granja muitas vezes faz com que percamos o foco nos manejos básicos, mas responsáveis por gerar grandes resultados, por este motivo é necessário revisá-los periodicamente.

    O cuidado com o leitão no dia do nascimento está entre estes manejos, apesar de básico está diretamente envolvido com: sobrevivência do leitão, produção de colostro e leite, qualidade e quantidade de leitões que serão entregues na creche. Por este motivo devem ser tratados com grande relevância.

    Para ajudá-lo nesta revisão descreveremos abaixo os principais manejos que devem ser realizados neste momento.

    Antes de colocar em foco o manejo é extremamente necessário ter em mente que: o ambiente da maternidade deve atender as exigências de conforto térmico das matrizes (18 a 22ºC – mais frio). Isso só é possível em ambientes não climatizados com o correto manejo das cortinas ou janelas mediante a avaliação do TERMÔMETRO:

  • Durante a noite, as cortinas devem permanecer abertas pela metade. Ir levantando as cortinas à medida em que a Temperatura for ficando abaixo de 19⁰C ou quando houver risco que a chuva invada a sala de maternidade.
  • Se estiver ventando pode-se levantar um pouco mais da metade a cortina do lado do vento.
  • Altas temperaturas na sala de parto pode prolongar a duração do parto, aumentar nº de natimortos e além disso a faixa ótima de temperatura para produção de leite é entre 18 a 22⁰C. Acima ou abaixo desta temperatura é difícil inferir sobre a produção de leite.

    O microclima dos escamoteadores deve atender ao conforto térmico do leitão (28 a 32°C – mais quente). E o leitão só irá acessar este ambiente se o mesmo estiver:

  • Seco;
  • Limpo;
  • Iluminado e quente!

 

Revisão dos manejos:

 

    1. Desobstrução das vias aéreas (nariz e boca)

Como Fazer: Retirar manualmente o líquido das vias aéreas (focinho e boca) logo após o nascimento dos leitões.

Objetivo/ importância: Facilitar a respiração

Observações:1) Nunca tracionar o leitão pelo cordão umbilical. 2) No caso de leitões afogados: colocar o leitão de cabeça para baixo e fazer a contração dos membros para facilitar a expulsão do líquido. Se necessário fazer a respiração “boca a boca”

 

    2. Secagem

Como Fazer: Envolver o leitão com pó secante logo após retirar o excesso.

Objetivo/ importância: Auxílio ao aquecimento do leitão.

Observações: Ao utilizar o pó secante tomar cuidado com narina, boca e olhos do leitão.

 

    3. Amarração e corte do umbigo

Como Fazer: Amarrar o umbigo com barbante com espaçamento de aproximadamente 3 dedos da base da barriga. Fazer a amarração levemente de modo a não romper o cordão umbilical; fazer o corte com o espaçamento de aproximadamente 1 dedo da amarração.

  Objetivo/ importância: Evitar hemorragia e hernia umbilical.

 Observações: O corte deve ser feito de forma a dar oportunidade de realizar uma segunda amarração caso haja necessidade. Mantenha frequência de limpeza nos utensílios utilizados nesta operação.

 

    4. Desinfecção do umbigo

  Como Fazer: Mergulhar totalmente o umbigo na solução desinfetante, esperar 3 segundos

  Objetivo/ importância: Evitar contaminações devido à exposição do cordão umbilical.

  Observações: Mantenha frequência de limpeza do frasco utilizado para armazenar a solução desinfetante.

 

     5. Orientação e estimulação da mamada do colostro

Como Fazer:  Guiar o leitão com a mão debaixo do seu peitoral e posicioná-lo no teto para agilizar a primeira mamada.

Objetivo/ importância: O colostro é fonte de energia, nutrientes e anticorpos, quanto mais rápido for sua ingestão e quanto mais quantidade ingerida melhor será para o desempenho pois o leitão ficará aquecido e “esperto” consequentemente aumentará o número de acessos e melhor vigor de mamada.

Observações: Dê atenção primordial a este procedimento.

 

    6. Organização da mamada parcelada

 Como Fazer:  Marcar os 8 primeiros leitões a nascer, exceto pequenos e BV, que não deverão ser presos e terão atendimento diferenciado. Após o nascimento do 10º leitão prender estes 8 animais marcado no escamoteador por vinte minutos. Revezar pelo menos duas vezes cada grupo, mesmo após o parto.

 Objetivo/ importância: Dar oportunidades semelhantes de ingestão de colostro de todos os leitões pertencentes à leitegada.

 Observações: Existem várias formas para se realizar este procedimento, esta é apenas uma sugestão. Não exceder 30 minutos o revezamento. Se não for possível controlar o tempo que os animais permanecerão presos, o melhor é não realizar este revezamento. Lembre-se que: a produção de colostro e leite é estimulada pela mamada, deixar poucos leitões ou leitões que não consigam estimular a teta o suficiente pode levar à queda da produção de colostro e leite. Além disso a mamada estimula a contração uterina, permitindo o nascimento mais rápido do restante da leitegada. Pode-se utilizar uma fêmea com aparelho mamário que facilite a mamada para transferência de leitões fracos e BV, porém, antes deste manejo garantir que os mesmos tenham ingerido colostro da própria mãe. Evitar realizar esta transferência as 6 primeiras horas.

     7. Colostragem

  Como Fazer:  Fornecer de 20 a 30 ml de colostro para os leitões pequenos, BV ou para os que estão com dificuldade de realizar a mamada do mesmo de 2 a 3X nas 12 primeiras horas do nascimento. Pode ser feito com:

  • auxílio da mamadeira ou;
  • ejeção via seringa diretamente na “garganta” do leitão após o nascimento: acompanhar o movimento de deglutição do leitão para que o líquido não desvie para as vias aéreas ou;
  • via sonda uretral nº 6: guiar a sonda através do céu da boca do leitão até a entrada no esôfago, introduzir sem forçar a entrada da sonda, somente acompanhando o movimento de deglutição e ejetar o colostro aos poucos, também acompanhando o movimento de deglutição.

  Objetivo/ importância: Garantir o mínimo de ingestão do colostro. Aumentar chance de sobrevivência dos leitões.

  Observações: O ideal é que este manejo seja feito em TODOS os recém-nascidos. Sabendo da dificuldade a orientação é contemplar pelo menos o grupo de risco. A maioria das mortes nos dois primeiros dias dos animais é causada por inanição. A quantidade de colostro ingerida nas primeiras horas de vida garante: saúde, sobrevivência e qualidade do leitão.

 

      8. Início do treinamento para uso do escamoteador

Como Fazer:  ao levantar a fêmea para se alimentar ou se hidratar prender os animais no escamoteador. Fazê-lo sob o estímulo de algum som (assovio, imitação de sucção, palmas...).

Objetivo/ importância: Aquecer os leitões. Condicionar os animais a utilizar o escamoteador como um local seguro para reduzir a chance de esmagamento.

Observações: Manter sempre o escamoteador limpo, seco, iluminado e quente para que o leitão sinta vontade de acessá-lo e para que o mesmo cumpra sua função. Super aquecimento também é um fator crítico e prejudicial para os leitões.

Aproveite este texto para iniciar a revisão dos seus manejos básicos pelo atendimento ao leitão. Reúna sua equipe e discuta as oportunidades dentro das observações.

A Coosuiponte pode ajudá-lo a identificar as oportunidades de melhoria em sua granja e dar orientações em como alcançar seus objetivos! Nossa linha de nutrição possui equipe técnica que realiza treinamentos e capacitação a campo.

Para mais informações ligue: (31) 97129-5522

 


07/06/2022 - Dra. Ana Paula Liboreiro Brustolini - Nutricionista Coosuiponte.

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