Bolsa de Suínos
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O preço dos suínos e das carnes continuarão subindo. E subirão por quê?

Por Alvimar Lana e Silva Jalles*

 

Mercados são por natureza fluidos e independentes. Não ligam para ninguém…nem para as opiniões dos seus participantes nem para a dos seus analistas. Mas, às vezes os analistas insistem, alguns com arrogância profética, outros com humildade dos sábios. Aonde a gente se encontra depende mais da opinião dos poucos leitores que do que nós mesmo dissermos.

 
Mas, independentemente disso, o preço dos suínos e das carnes continuarão subindo. E subirão por quê? Uma das várias abordagens que podemos fazer sobre inflação, que na prática é o reajuste de preços, está a dos choques. E eles são dois: choque de demanda e/ou choque de oferta.
 
 
O choque de oferta ocorre quando há escassez de produtos, fazendo com que o equilíbrio se desloque e os preços junto. O choque de demanda quando a procura cresce, tornando o estoque disponível insuficiente, levando ao mesmo deslocamento de preços. E há também alguns momentos que os 2 se juntam. Exatamente como agora: temos os 2 tipos de choques em ocorrência simultânea.
 
 
Nas carnes estamos vivendo um choque de oferta no mercado interno originado pela queda dos abates de bovinos por 2 trimestres consecutivos, como mostra o gráfico 1 e queda também no abate de frangos no último trimestre devido à pandemia, como mostra o gráfico 2, sendo que apenas o de suínos apresentou crescimento, gráfico 3.
 
 
 
 
 
No caso do choque de demanda, temos aqui 2 vertentes: uma externa e outra interna. A externa vem das compras chinesas para suprir o enorme déficit interno que existe por lá devido à conhecida epidemia de Peste Suína Africana iniciada em 2018. Seus efeitos promovem um choque de demanda mundial.
 
 
O déficit chinês de carne suína estimado para 2020, disparada a mais consumida por lá, é superior a 10 milhões de toneladas e as projeções de importação para este ano estão ligeiramente acima de 4 milhões de toneladas. Isso garante que a “pressão por compras” continuará existindo. Vide o que temos nos gráficos de exportações brasileiras mensais de carnes in natura já fechadas para o mês de agosto/2020.
 
 
Todas as 3 carnes estão com valores máximos de embarques mensais, sendo o mais evidente no caso da carne suína.
 
 
 
 
Somando-se a esses 2 fatores descritos, temos o último fator, também totalmente imprevisível, mas, com grande impacto na formação dos preços das carnes que foi a Pandemia de Covid19 e a sua consequência econômica, que resultou na injeção recursos financeiros pelos Governos de vários países do mundo para minimizar os efeitos do necessário isolamento social.
 
 
No Brasil temos estimativas de injeção de recursos que variam de 7 a 11% do PIB – Produto Interno Bruto mas, há um cálculo mais esclarecedor e concreto da dimensão do que representou a injeção desse dinheiro. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a massa total de rendimentos do trabalho em abril, maio e junho de 2019 foi de R$ 213,27 bilhões e, nos mesmos meses de 2020, no auge do isolamento social, ela foi de R$ 188,90 bilhões. Se creditarmos, para efeitos de estimativas, essa diferença à Pandemia de Covid19 teremos uma diferença de R$ 24,37 bilhões por mês de perdas em salários no período. O total do auxílio financeiro emergencial contido nos primeiros meses das parcelas de R$ 600,00, segundo o IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas foi de R$ 254,20 bilhões em 5 meses, o que equivale a R$ 50,80 bilhões por mês. Por extrapolação podemos dizer que os recursos injetados na economia foram o dobro das perdas em rendimentos do trabalho. Não estão incluídos aí outras perdas nem outros auxílios. Para o mesmo IPEA o total de recursos injetados em programas de recuperação e estímulos para fazer frente à Covid19 foi de R$ 505,40 bilhões. Isso nos garante uma projeção conservadora e segura.
 
 
Além da dimensão do auxílio emergencial, temos outra vertente de análise que é o destino desses recursos. A maior proporção deles foi distribuída por classes populares e, portanto, destinada para a aquisição de produtos básicos, entre eles os alimentos e principalmente as carnes, que tem boa elasticidade de renda/consumo.
 
 
Resumindo, os preços dos suínos no Brasil estão atualmente sob efeito de choques de oferta e choques de demanda externos e internos, por isso estão nos atuais patamares sem sinais de arrefecimento. Estamos falando de eventos inesperados, aleatórios e passageiros que colocaram a suinocultura brasileira do lado dos vencedores...pelo menos por hora.
 
 
Dizem que o dinheiro é o melhor dos mecanismos para arbitrar as expectativas entre o passado e o futuro através das decisões de investimentos, poupança e consumo. A vitória da suinocultura nesse momento só será perene se os ganhadores atuais entenderem de verdade o que está acontecendo e conseguirem não hipotecar o futuro com decisões mal calibradas.
 
 
O capitalismo é cíclico!
 
*Alvimar Lana e Silva Jalles é médico-veterinário e consultor da Asemg.
O texto foi reproduzido, originalmente, no site da 333. 
 

09/09/2020

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