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Energias renováveis e suinocultura, transformando problemas em oportunidades




Por M&P Engenharia

 

A produção suinícola no estado de Minas Gerais tem passado por inúmeras transformações no que diz respeito às práticas ambientais. A consolidação dos sistemas de tratamento de efluentes, assim com o aumento no número de empreendimentos licenciados, são só alguns exemplos de mudanças que vão ao encontro da sustentabilidade. No entanto, um aspecto crucial nessa longa jornada ainda deve se robustecer nas suinoculturas mineiras: o aproveitamento das fontes de energia renováveis.

 

As fontes de energias renováveis são aquelas que estão constantemente sendo fornecidas e, mesmo quando usadas, podem ser rapidamente repostas. Os exemplos mais conhecidos são a energia eólica, representada pelos moinhos de vento, e a energia solar, representada pelos painéis fotovoltaicos. Mas, embora essas sejam as fontes renováveis mais difundidas, quando o assunto é suinocultura, a história é outra.

 

A fonte de energia renovável que mais se alinha aos interesses das granjas, e, portanto, deve ser priorizada, é o biogás gerado no tratamento dos dejetos dos animais. De maneira bastante simples, o processo para geração dessa fonte de energia pode ser entendido da seguinte maneira: durante o processo de tratamento dos dejetos, bactérias geram gases como o metano (CH4) e gás carbônico (CO2), formando o chamado biogás. Esse (bio)gás é direcionado a um gerador e, através de sua combustão, há a geração de energia elétrica. Mas afinal, por que a utilização do biogás é tão vantajosa?

 

A principal vantagem da utilização das energias renováveis diz respeito a autossuficiência energética da granja ou, no mínimo, a redução dos custos com energia. Estudos apontam que, para a produção de suínos em Minas Gerais, os gastos com energia elétrica giram entorno de 7,5% do custo total da produção. Além disso, a energia distribuída no estado sofre elevação de seu custo em períodos de escassez hídrica. Sendo assim, uma propriedade que possua um sistema de geração de energia própria, a partir do biogás por exemplo, pode simplesmente se tornar independente das concessionárias tradicionais e, além de reduzir os custos, minimizar os riscos de produção por eventuais crises energéticas.

 

Outra grande vantagem da utilização do biogás é a transformação de um passivo ambiental em um ativo maximizador de lucros. Os dejetos, que são inevitáveis na produção suinícola e, a princípio, só causariam inúmeros problemas ao produtor e ao meio ambiente se transformam em insumos para geração de energia. Sendo assim, com o aproveitamento do biogás, haverá a diminuição dos gastos com energia elétrica convencional e, ao mesmo tempo, haverá a garantia do tratamento dos dejetos.

 

De fato, a regulamentação para a distribuição da energia produzida nas granjas ainda tem muito a melhorar. Atualmente, a energia gerada a partir do biogás, ainda não pode, ser vendida às concessionárias, o que, caso ocorra pode vir a se transformar em uma nova fonte de receita das granjas. Mas, já há avanços importantes a respeito.

 

A Resolução Normativa n° 482/2012 da ANEEL permite a geração de “créditos de energia”. Ou seja, caso a energia produzida em uma granja seja maior que a consumida, o proprietário, após lançar o excedente na rede distribuição, pode utilizá-lo para abater o consumo da própria granja nos meses subsequentes ou em outras unidades de mesma titularidade, em um prazo de 60 meses.

 

Um ponto ainda não destacado, diz respeito aos custos envolvidos na instalação do sistema para geração de energia a partir do biogás. Para que haja a possibilidade de aproveitamento energético, é necessário que o tratamento dos dejetos seja feito por biodigestores, portanto, os gastos envolvidos não são dos mais baixos. Além disso, são necessários alguns cuidados na manutenção e operação dos equipamentos. Mas é importante que os gastos com fontes de energias renováveis devem ser vistos como investimentos que, oferecem uma importante vantagem competitiva, permitem o retorno financeiro no médio-longo prazo e podem tornar a granja autossustentável.

 

Portanto, antes de se tomar a decisão de se instalar ou não um sistema gerador de energia, é preciso que se tenha a consciência de todos as vantagens e desvantagens da escolha. Mas o mais importante deve ser a certeza que boas práticas ambientais podem de fato ser muito interessantes para o lucro das granjas.


12/11/2019 - M&P Engenharia

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