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Manejo em Bandas – um caso de sucesso e experiência prática



Manejo poderá ajudar suinocultores a se adequarem à IN14

Por Fernando Araújo

 

Numa atividade regida por períodos de ciclicidade financeira, conjugar o verbo prevenir mais do que o remediar será sempre mais vantajoso para o bolso do produtor.

 

A partir deste conceito e das novas mudanças que estão batendo nas porteiras de nossas granjas (leia-se: exigências de bem-estar animal e redução do uso de antimicrobianos nas rações), o “Manejo em Bandas” pode ser o melhor caminho para nos adequarmos a esta nova era.

 

Este Manejo consiste na realização de eventos que norteiam as atividades principais de nossos plantéis em semanas sucessivas, portanto, teremos as desmamas, as coberturas e os partos em apenas uma semana e de maneira consecutiva.

 

A literatura descreve três modelos de produção em bandas: manejo em bandas de duas, três e quatro semanas, porém nos ateremos apenas ao manejo de três semanas.

 

 Vantagens:

 

                - Otimização da mão de obra: como teremos um aumento do número de eventos nos setores de maternidade e gestação, estes setores se fundem e seus colaboradores passam a ser generalistas, ou seja, o trabalho passa a ser na base do “mutirão”, ora na maternidade, ora na gestação. A granja ganha em escala de produção sem aumentar o número de matrizes. Aumentando a escala reduz o custo de produção.

 

                - Redução da pressão da infecção: o aumento do vazio sanitário das instalações e o manejo all-in, all-out (tudo dentro, tudo fora) reduz a pressão de infecção e a ocorrência de doenças. Teremos uma “granja nova” a cada lote de animais. Os animais são retirados e os barracões são lavados e caiados de cima para baixo. A desinfecção se inicia após rigorosa auditoria, a regra é retirar a bomba de lavação somente após a auditoria que deve avaliar a limpeza e desinfecção dos comedouros e bebedouros, pois a maioria dos males dos suínos entra pela boca com a contaminação via fezes de outros lotes passados.

 

                - Maior precisão para lograr êxito nas metas de coberturas e, portanto, maior uniformidade de produção: o manejo semanal corrige “furos” de coberturas apenas com entrada de marrãs, entretanto no manejo em bandas de 03 semanas, parafraseando um jogo de futebol temos um intervalo entre as bandas para alterar o placar da partida, marrãs em maior número e porcas repetidoras de cio serão as novas jogadoras e a seleção das melhores farão a diferença nos índices zootécnicos ligados à reprodução.

 

                - Índices zootécnicos fidedignos: o manejo exige a retirada completa de todos os animais a partir da maternidade, portanto fica fácil o cálculo das perdas por mortalidade, leitões desmamados de um lote necessariamente são os mesmos nascidos daquele lote, o mesmo raciocínio vale para os setores de creche e terminação.

 

                - Elevação da idade da desmama (média de 26 dias). Leitões desmamados acima de 21 dias de idade e, neste caso específico, entre 23 e 29 dias de idade, tem maior resistência a doenças, pois já “aprenderam” a ingerir ração e serão menos estressados na desmama, adoecendo menos e reduzindo a taxa de mortalidade na creche.

 

 Desvantagens:

 

                - Necessidade de custo hormonal. O custo por animal produzido é da ordem de R$0,45, o hormônio é necessário para sincronizar o cio das marrãs no lote de coberturas. Nesta categoria animal, poderemos utilizar 18 dias seguidos e retirar o hormônio na data da desmama da granja (custo elevado) ou marcar a data do cio da marrã e iniciar o tratamento para aquelas marrãs com cio fora da banda no 13º. dia após o início do cio. Esse dia do ciclo é a data que o hormônio progesterona começa a declinar para o início da fase estrogênica (estro ou cio).

 

                - Perdas por porcas repetidoras de cio irregulares: Estas matrizes deverão ser descartadas, caso a ordem de partos seja acima de 5 ou tratadas com hormônio com o mesmo critério das marrãs (a partir do 13º. Dia do cio e retirar o hormônio na data da desmama).

 

                - Ajuste nas instalações: Maternidade – necessidade de espaço para 2 lotes de porcas, ou dividir o total de gaiolas por 2. Creche – 2 lotes de leitões, ou dividir o estoque total por 2. Granjas com Pré Creche e Recria devem repensar estas instalações, pois quando o lote triplica de tamanho a necessidade de lavação aumenta na mesma ordem, além de estar validado que a transferência de animais é fator desencadeador de estresse e doenças oportunistas.

 

Conclusão

 

O Manejo em Bandas independe do tamanho da granja, portanto devemos analisar os fatores que envolvem a produção em cada granja e mensurar as vantagens e desvantagens técnicas e econômicas de cada situação antes de implantar o modelo; a escolha do intervalo entre lotes pode ser baseada no tamanho do plantel, capacidade de instalações, disponibilidade de mão de obra e status sanitário que se deseja. O manejo tem sido utilizado de maneira eficaz na redução dos custos de produção, pois minimiza o risco de enfermidades no plantel e auxilia preventivamente nas novas exigências de mercado que a atividade suinícola está sujeita na legislação vigente.

 

Artigo publicado no informativo Assuvap e Coosuiponte - julho/agosto


04/09/2017 - Comunicação Assuvap

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